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Pesquisa indica que divisão entre on e off ainda existe na área da mídia

18.02.2020

Uma pesquisa realizada pelo Grupo de Mídia do Rio de Janeiro, em parceria com o instituto Casa 7, apontou que a área de mídia passa por um processo de mudança que está longe de acabar, conclusão apontada por 89,4% dos entrevistados. O estudo foi realizado com profissionais seniores e juniores de empresas no Rio e em São Paulo e abordou sobre a divisão entre as modalidades on e off na mídia. A pesquisa e o levantamento foram publicados pelo site Meio & Mensagem.

O projeto investido pelo Grupo de Mídia do Rio de Janeiro, que completou 48 anos de atuação no mercado, teve parceria com o instituto Casa 7 e buscou fazer uma radiografia da área, levantando também questões como relevância das agências, modelos de atuação e, principalmente, mudanças pelas quais passa a mídia em si. Desenvolvido em etapas qualitativa e quantitativa, a pesquisa contou com a participação de profissionais do Rio de Janeiro e São Paulo, onde 89,4% deles concordaram que a área de mídia passa por um processo de mudança que está longe de acabar.

"Começamos a pesquisa no tom de que a mídia perdeu espaço, mas concluímos que o profissional de mídia, se não for o mais importante, é um dos mais dentro de uma visão global da construção de planos integrados em que é fundamental entender a jornada do consumidor", detalha Fátima Rendeiro, conselheira do Grupo de Mídia do Rio. Para ela, é papel das entidades espalhar sementes e trazer discussões como esta, levantando informações e conhecimento para serem compartilhados. "Há uma necessidade de uma consciência maior. Nós temos sim a responsabilidade pelo que está acontecendo", fala.

Em relação a divisão do mercado entre as modalidades on e off, o estudo apresentou que a sensação é de que o mercado ainda é repartido entre as duas modalidades com movimentos recentes de integração. Os entrevistados que acreditam que as agências estão começando a fazer o processo de integração correspondem a 69,2%. Já os que consideram que ainda há essa divisão respondem por 17,3% dos participantes, enquanto que apenas 10,6% veem o mercado totalmente integrado. Outro percentual apontado entre os profissionais ouvidos é em relação a necessidade de uma mudança radical de mindset sobre o papel da área, onde 85,6% se mostraram a favor. Por sua vez, 68,3% veem os clientes como as verdadeiras alavancas dessa transição.

Outro perfil abordado na pesquisa foi em relação ao novo profissional de mídia em tempo ao cenário de transformação. Apesar de não querer dizer que tenha que ser especialista em todas as áreas técnicas, para 70% dos entrevistados hoje está profissional é híbrido, classificado como aquele que possui amplo conhecimento em áreas que podem auxiliar o crescimento da empresa e estão aptos a opinar a respeito das mesmas. Já 91% dos participantes concordam que o profissional de mídia precisa ser cada vez mais multidisciplinar para que possa ser relevante no cenário atual. "A capacitação, vista como despesa e não investimento, tem de ser obrigatoriedade. Não se pode descartar profissionais que tem senioridade, experiência, e conseguem trazer inputs muito importantes porque não dominam plataformas tecnológicas que mudam em seis meses", observa Fátima. Em sua visão, é essencial ar condições a este profissional de se atualizar.

A pesquisa realizada pelo Grupo de Mídia do Rio de Janeiro, em parceria com o instituto Casa 7, ainda mostrou a importância, segundo os participantes, de um perfil mais analítico e crítico e menos burocrático por parte deste profissional, fator defendido por 72% dos entrevistados. Já 64% avaliam que ele precisa ser um bom negociador no contexto dos projetos e 64% disseram que eles necessitam estar articulados dentro da própria agência. "Transitando bem entre áreas, tomando à frente a operação, entendendo o que cada um no time está fazendo. É algo maior que liderança pois os processos são colaborativos", pontua a conselheira do Grupo de Mídia do Rio.

Fonte:Tudoradio

 

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